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Confira como as maiores empresas e marcas de Milão utilizaram a neuroarquitetura para criarem espaços sensitivos e emocionais
A Semana de Design de Milão 2022, que ocorreu entre 7 e 12 de junho, foi marcada por um clima de emoção e reencontros. Depois da edição de 2021, com um alcance bem menor, o evento deste ano voltou a ganhar ritmo, apesar da ausência de algumas marcas de impacto como Moroso, Poltrona Frau e Vitra. Apesar disso, o Salão do Móvel de Milão contou com a presença de mais de 2 mil marcas e espaços surpreendentes, enquanto o Fuorisalone levou centenas de atrações a vários pontos da cidade para a alegria dos turistas. Como resultado, mais de 260 mil visitantes de 173 países estiveram presentes na Itália durante esses dias.
Nesse retorno importante, quais ideias, sensações e expectativas as empresas quiseram levar ao público? Ao analisarmos as variáveis da neuroarquitetura é possível encontrar algumas respostas, que revelam um retrato do que foi vivido nos últimos anos, o que rege o presente e, de um novo modo de viver no futuro. Afinal, o estudo da neuroarquitetura colabora na compreensão de como o cérebro reage a determinados espaços e eventos, portanto possibilita o desenvolvimento de projetos e produtos para impactar positivamente as pessoas. É exatamente por isso, que mostraremos algumas dessas impressões do evento. Confira!
A força da natureza
Um dos principais reflexos do período de isolamento social foi a busca incessante pela Biofilia, ou reconexão com a natureza. Tal movimento não poderia ficar desta edição do evento. Aliás, esteve presente em grande parte das atrações e têm forte relação com a neuroarquitetura. O conceito de Outdoor Living, que representa a expansão do lar para as áreas externas, teve participação marcante – com aposta em móveis e objetos repletos de conforto para varandas, jardins e quintais, com o intuito de “levar a sala de estar para fora”. Também foi grande o número de instalações externas no Fuorisalone, que valorizavam o contato com o natural, com a luz solar e o ciclo circadiano.
Não poderíamos esquecer das cores… Sem dúvidas, entre as predominantes nesta edição há tonalidades de tons de verde, azul e terrosos, que nos remetem à beleza exuberante das paisagens naturais.
Consciência e Sustentabilidade
A busca por soluções mais sustentáveis para o futuro – que está totalmente ligada à ideia da Biofilia – foi outro ponto alto. O Salão do Móvel, em seu pavilhão 15, recebeu um generoso jardim destinado à instalação Design with Nature, assinada em conjunto com o arquiteto Mario Cucinella, que fez um alerta importante sobre impacto das escolhas de consumo. Além disso, a partir dos conceitos da economia circular, a instalação trouxe à tona a discussão de como as cidades serão, possivelmente, as maiores reservas de matérias-primas do futuro, tudo isso a partir da exposição de novos materiais.
Formas orgânicas
Tendência presente nos últimos anos, o design orgânico prossegue com enorme sucesso. A própria instalação de Cucinella, citada há pouco, foi um exemplo de ambiente com desenhos leves, naturais e inspiradores. Não é surpresa que as formas orgânicas e arredondadas continuem agradando o público e as marcas, afinal proporcionam a sensação de acolhimento, conforto e bem-estar.
Explorando os sentidos
A relação entre o ambiente externo e o cérebro é possível graças aos nossos sentidos básicos (visão, audição, tato, olfato e paladar), que identificam as informações do meio externo e as levam até o cérebro, criando sensações distintas. Com toda a certeza, a Semana de design de Milão apresentou excelentes exemplos de como podemos ser impactados pelos sentidos, a começar pela presença maior número de áreas gourmet nesta edição, que nos remete às lembranças boas da cozinha de nossas casas. Confira alguns exemplos:
– Nada como receber boas-vindas de uma forma diferente! A Moooi agradou ao público com a exposição multissensorial An Extraordinary Life. O destaque ficou por conta de um simpáticorobô que realizava a difusão dos aromas, além de uma coreografia para encantar os convidados.
– Um grande espetáculo foi a parceria entre Phillipe Starck e a Maison Dior que surpreendeu a todos. Em um palco escuro, ao som de Gymnopédie No., de Erik Satie, uma espécie de balé de sons e luzes revelou ao público a cadeira Miss Dior, uma releitura da cadeira ícone Medallioncom a assinatura do designer francês. Uma forma especial de apresentar um novo produto, não é mesmo?
– Por fim, outro exemplo bem-sucedido, quando falamos de neuroarquitetura, foi a instalação The Art of Dreams by Porsche, criada pela artista Mary Lennox. Para apresentar os carros da marca, os visitantes passavam por um encantador jardim repleto de rosas e espelhos, em que a beleza visual e os aromas florais criavam uma atmosfera sensorial inesquecível.
Ainda mais importante do que vender produtos ou ideias, é criar momentos e sensações especiais para o público. Quando as marcas proporcionam a experimentação dos sentidos, por meio de vivências únicas como essas, é muito provável que elas fiquem para sempre guardadas na memória.
*Para saber mais sobre neuroarquitetura, continue conosco e conheça o Roca NeuroLAB, primeiro laboratório de neurociência aplicada à arquitetura do Brasil!